segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Das relações

Ainda que sejamos sempre a mesma pessoa, todos temos potenciais "eus". Alguns permanecem ocultos, sendo que apenas uma pequena parte se dá a conhecer. Na unicidade da relação com cada pessoa, mostramos aspectos diferentes da nossa persona. Existem pessoas que parecem despertar o melhor que há em nós, mas, nós escolhemos - ainda que por vezes não tenhamos consciência de que o fazemos - mostrar a essas mesmas pessoas esse nosso lado. Não podemos nunca desprezar a responsabilidade que temos na nossa vida.
Paralelamente, devemos lutar contra uma vivência rígida. Se os papéis que desempenhamos forem estabelecidos de forma estanque, corremos o risco de ficarmos presos a um papel que, não só já não nos assente, como nos poderá trazer angústia e sofrimento.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Dos filmes

Do desafio que me foi proposto pela mir:

- "Todo sobre mi madre"
1999, Pedro Almodovar

- "Le Fabuleux destin d'Amelie Poulain"
2001, Jean-Pierre Jeunet

- "Out of Africa" (África minha)
1985, Sidney Pollack

- "The Wizard of Oz"
1939, Victor Fleming

- "Italiensk for Beqyndere" (Italiano para Principiantes)
2000, Lone Scherfiq

O desafio é proposto a todos os que por aqui passam.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O poder das palavras

... é para mim inquestionável. Mas atrevo-me a ir mais longe. As palavras têm, não só um poder curativo, como contribuem para essa cura através da clarificação de conflitos, zangas, mal estares... Em termos práticos por vezes não ocorrem logo transformações que podem ser visíveis do exterior ou pelos outros, mas a clarificação pode permitir que encontremos outras perspectivas, ocorrendo, dentro de nós próprios, mudanças significativas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Cerimónia do Chá

Encontro-te...

Ouço-te...

Falo contigo...

Abraço-te...

Beijo-te...

Tenho-te...

Aperto-te...

Apanho-te...

Absorvo-te...

Asfixio-te...

Amo-te?

"Cerimónia do Chá" in contos para pensar, Jorge Bucay

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Da cronologia

Enquanto chove lá fora, e eu não vislumbro o significado a atribuir à chuva no primeiro dia do ano, paro um instante para desejar a todos um 2008 de acordo com as expectativas de cada um. Alguém me disse que não entendia a "histeria" que ronda este momento de transição que alguém um dia criou. Não tenho qualquer tipo de explicação, nem tão pouco estou interessada neste momento nessa eventualidade. Mas, se de facto, este marco histórico pode servir (ainda que às vezes de forma ilusória) como elemento catalisador para uma maior consciência de nós próprios, das nossas necessidade, dos nossos desejos, dos erros a não repetir, dos riscos a correr, da ponderação desses mesmos riscos, do simples acto de pensarmos no que nos poderá tornar mais felizes, do que nos ajudará a ultrapassar os momentos menos felizes, então, não vejo porque não, à maneira de cada um, celebrar este marco cronológico, que um dia alguém resolveu inventar.
Um feliz 2008!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Dos Livros (2)

Ainda no rescaldo das festividades, aproveito a sugestão da magarça, e deixo-vos os meus livros deste Natal, oferecidos e recebidos:

Paris Interiors - Lisa Lovatt-Smith (Taschen)
Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski
Gatos e mais gatos - Doris Lessing
Amor nos tempos de cólera - Gabriel Garcia Márquez
Casas no Mediterrâneo - (acho que é assim o título, as restantes informações foram, lamentávelmente esquecidas)
Tudo o que precisa de saber sobre mitologia - Kenneth C. Davis
Desculpe, mas... a sua vida está à espera - Lynn Grabhorn
Contos - Clarice Lispector

Que 2008 seja pleno em leituras, que estão longe de estar em dia.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Do Natal


No ano em que descobri a blogosfera, conheci (ainda que sem conhecer) muitas pessoas. Os seus pensamentos, umas vezes semelhantes aos meus, outras nem tanto, foram um desafio constante às minhas próprias convicções. Através de todos, novas perspectivas foram pensadas. Sendo assim, nada mais natural do que partilhar um pouco do meu Natal. Que todos tenham o melhor Natal possível, e que o desânimo geral que temos vindo a observar, e a sentir, nos dê tréguas... por uns momentos!


terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Dos outros

Aparentemente não há nada que possa justificar a dificuldade presente em encontrar as minhas próprias palavras, mas o facto é que andamos desencontradas, eu e as palavras.
Peguei num livro na tentativa de me encontrar com elas. Não houve encontro. Mas houve um pequeno achado, uma outra perspectiva.
Lembre-se de que uma pessoa criativa tenta continuamente fazer as coisas de forma errada. Se fizer as coisas sempre de uma maneira correcta, nunca será criativo, porque a "maneira correcta" significa a maneira descoberta por outros.
in Criatividade, Osho

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Da música

O post abaixo (consequência de muitas e muitas tentativas), diz respeito a Antony and the Johnsons, e à actuação ao vivo da música Hope there's someone. Aqui vos deixo a letra.


Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head

Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there

There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head

So he's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the seal's watershed

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired