domingo, 29 de março de 2009

Dos dias

Dei por mim a reparar que há mais de um mês que não actualizo este espaço. Poderia, de forma imediata, justificar-me com o tempo, ou a falta do mesmo. Mas, esta coisa de andar a estudar os existencialistas começa a surtir efeito, apesar das minhas resistências. Sendo que eu sou, em ultima instância, responsável por mim e pelas minhas escolhas e opções (obviamente que tendo em conta o contexto em que me encontro), digo apenas que optei por outras escolhas que têm sido incompatíveis com o dar mais atenção a este espaço do qual gosto tanto. Tenho andando com alguns projectos, sendo que pretendo contar-vos sobre um deles brevemente. Enquanto tal não acontece vou passando por aqui com a frequência habitual. Que este mês que passou foi uma excepção que não pretendo fazer regra. Até já.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Do momento

Aposto que todos andamos a ouvir dos outros mais queixas do que o habitual. Mais, aposto que nós próprios andamos mais queixosos do que o nosso costume. Sejam queixas do mau tempo, do desemprego, da falta de dinheiro, da crise em geral, enfim, para o caso não interessa o alvo das mesmas. Só que, enquanto andamos atarefados com o mal estar que sentimos e, que recebemos dos outros, esquecemo-nos do que não está mal, e porque não, do que até está bem. Porque nada, nem ninguém, é totalmente mau (ou bom). Porque às vezes é importante "avaliarmos" o nosso próprio "tesouro" (sabendo que cada um tem o seu) e, sabermos aceitá-lo. E porque aceitar não é o mesmo que resignar. Aceitarmos sim, conformarmo-nos nunca!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Dos filmes


Há uns tempos vi este filme. Não estava com grandes expectativas, especialmente por ser de animação, mas saí rendida. É um filme maravilhosamente tocante. Em certos momentos funciona como um murro no estômago, chamando-nos a atenção para uma realidade que, embora não seja a do filme, não deixa de ser (infelizmente) muitíssimo actual. E com uma banda sonora de que gostei bastante. E mais não digo. Se estiverem curiosos podem aceder à página oficial do filme.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dos outros

No livro que ando a ler, Gustafson, o autor, diz uma coisa simples. Mas como acontece muitas vezes, temos tendência a esquecermos as coisas simples e, complicamos. O que ele diz é que numa psicoterapia e, acrescento eu, quem sabe se não na vida, mais do que olharmos para as mudanças que devem ser feitas, podemos olhar para as coisas boas que (todos) temos e que devemos manter iguais. Eu avisei que era simples, e talvez tenha sido essa simplicidade que me encantou.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Do post it

Parece que fez 2 anos dia 6. Passou-me por completo. Mas o simples facto de "ele" existir, obriga-me a pensar em certas coisas, a procurar, a escrever, a exercitar-me. Faz-me olhar as coisas mais que uma vez, e de formas variáveis. E isso faz-me bem. Deixa-me contente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Das séries

Quando falei da primeira vez da série In Treatment não me lembrei sequer que existe uma coisa chamada YouTube. Enfim, não sou muito dada a tecnologias. Mas agora que se me fez luz, resolvi ir à procura e postar aqui em 3 partes um episódio completo. Trata-se da primeira sessão da Sophie. O argumento desta série é realmente bom, e tem imensas pontes para o que se passa na realidade. O que vos parece?






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Da vida

Ontem, em conversa com uma amiga, falava da importância da forma como olhamos para a nossa vida. Muitas vezes as coisas não correm da maneira esperada, e talvez até idealizada. Muitas vezes caímos no facilitismo de nos conformarmos com o desânimo quase imediato que surge quando somos frustrados. E aí é uma chatice. Mas algumas vezes pensamos, "ok, isto é assim, e não há maneira de contornar, mas então que posso eu extraír disto?". E de facto, se nos dermos a oportunidade de fazer este exercício (que não sendo fácil não é impossível), talvez a situação menos boa, a frustração e o desânimo dêem lugar a algo bem mais proveitoso, pelo simples facto de nos deixar mais satisfeitos. Às vezes é suficiente mudarmos o ângulo a partir do qual observamos. Nem sempre, mas às vezes. E quanto a mim, antes algumas vezes que nenhumas.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Dos filmes

Uma estória de amor... diferente.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dos outros

- E é assim a vida Damião. Todos somos um pouco como o elefante do circo: seguimos pela vida fora atados a centenas de estacas que nos coarctam a liberdade.
Vivemos a pensar que «não somos capazes» de fazer montes de coisas, simplesmente porque uma vez, há muito tempo, quando éramos pequenos, tentámos e não conseguimos.
Fizemos, então, o mesmo que o elefante e gravámos na nossa memória esta mensagem: «não consigo, não consigo e nunca hei-de conseguir.»
Crescemos com esta mensagem que impusemos a nós mesmos e, por isso, nunca mais tentámos libertar-nos da estaca.
Quando, por vezes, sentimos as grilhetas e as abanamos, olhamos de relance para a estaca e pensamos: Não consigo e nunca hei-de conseguir.
O Jorge fez uma longa pausa. Depois, aproximou-se, sentou-se no chão à minha frente e prosseguiu:
- É isto que se passa contigo Damião. Vives condicionado pela lembrança de um Damião que já não existe, que não foi capaz.
«A única maneira de saberes se és capaz é tentando novamente, de corpo e alma... e com toda a força do teu coração!»
in Deixa-me que te conte, Jorge Bucay

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Do anonimato

No blog Salpicos, Clara Pracana põe na mesa da discussão a questão do anonimato associada à internet, nomeadamente páginas pessoais, blogues, etc. Dos vários comentários depreende-se que o anonimato acaba por proteger quem se expõe. Há ainda quem se pergunte se haverá ou não pessoas cujas profissões beneficiem mais do anonimato que outras. Eu assumo aqui a minha identidade, mas não sem me questionar por diversas vezes as eventuais consequências. Talvez seja uma questão de equilíbrio, mas até nisso é uma questão pessoal, pois cada um deverá pensar sobre o que quer ou pode divulgar sobre si, sobre os seus gostos, ou sobre as suas opiniões. Parece-me uma questão com uma impotância crescente, e assim sendo gostava de saber o que me dizem. Que vos parece?