terça-feira, 30 de setembro de 2008

De todos

Ultimamente muitas coisas se têm ouvido acerca de união civil, casamento, homossexuais, gays... Enfim, muito se tem ouvido. Infelizmente nem sempre a favor de uma causa, que, a meu ver, nem deveria ser discutida. São opiniões como esta, que levam a que existam iniciativas como a que encontrei aqui. Quem gostar de se expressar de uma forma, diria, original, aqui tem uma boa oportunidade.
Quem por aqui passa sabe que aqui se defende a liberdade e a diferença. E desta vez, para bom entendedor meia palavra basta.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Do post abaixo e não só...

Descobri este fim-de-semana que a série de que vos falava, já passa em Portugal, mas apenas na Meo, no canal Fox Next. Pode ser que uma qualquer estação televisa portuguesa a compre, e todos os interessados a possam ver.
No IX Encontro da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves, que se realizou na passada quinta e sexta-feira, apontei uma ideia de Alberto Caeiro, que pensei logo em partilhar aqui. E que, obviamente, está sujeita a discórdia, ou não.
Pensar é estar doente dos olhos.
Boa semana!

sábado, 20 de setembro de 2008

Da "terapia"



Ontem ao ler a Parq, descobri a existência de uma série que preconiza um conceito inovador. Adaptada do original israelita "Be'Tipul" ("em tratamento" em hebraico), In Treatment é uma série da HBO, que conta a história de um psicoterapeuta, e mais não digo. A não ser que estou curiosíssima para descobri-la.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dos outros

"A morte em termos físicos destrói-nos, mas a ideia de morte pode salvar-nos.
A ideia de morte traz-me consciência da finitude da vida. Ajuda-me a estabelecer prioridades, a valorizar umas coisas e a relativizar outras. A viver uma vida plena, autêntica e feliz."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dos amigos

A Alexa é uma amiga blogger que tem lutado incansávelmente uma outra guerra (no seguimento do post anterior), da qual esta batalha é apenas um exemplo. E no meio dessa luta criou este projecto. Visitem e divulguem que ela, e eles merecem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Da vida

Hoje no metro ia um jovem com uma perturbação (grave) do espectro do autismo. Ia acompanhado por aquele que tomei como sendo o pai. Não sei se seria ou não. Durante os breves minutos que durou aquela viagem, e no meio do entre e sai de pessoas, eram muitos os olhares de espanto, de incredulidade, e atrever-me-ia até a dizer preconceituosos (mas se calhar sou eu e os meus "pré-conceitos"). A diferença é, de facto, para a maioria, perturbadora. Assustadora até, talvez. Aquele jovem transportava consigo uma diferença visível aos olhos de qualquer um. Mas o que me causou espanto foram os olhares que lhe eram lançados.
São situações como estas que confirma o que já sei. Muito há a ser feito na luta contra a discriminação. Particularmente numa área que me é tão querida, como a saúde mental. Não será, pois, por acaso, que ainda existam muitas pessoas, cuja "diferença" mesmo não sendo tão visível como a daquele jovem, é suficiente para as deixar isoladas, sozinhas com as suas dores não visíveis.
E assim vamos andando.

sábado, 6 de setembro de 2008

Das histórias

Hoje, no jornal, Catarina Portas na sua habitual Feira da Ladra conta-nos a história de Laurie Anderson e do seu tímido salvador que se tornou numa espécie de Sheherazade das Mil e Uma Noites. Termina Portas dizendo: Seja com verdades ou meras ficções, sabemos que uma voz no silêncio ou na ausência, na distância ou no drama, nos pode agarrar e salvar. A nós ou aos outros.
Não podia estar mais encadeado com o que se tem passado por aqui.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Da criação

"Criar - grande libertação da dor e alivio da vida.
Mas para que exista criador, é preciso muito sofrimento e muita metamorfose...
Para que o criador seja a criança que renasce, é preciso que queira ser a que gera as próprias dor de parto."
Zaratustra

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Da vida

"Não vou conseguir" - disse Damião ao Jorge
"Conheces o conto das duas rãs?"- perguntou ele?

Era uma vez duas rãs que cairam numa taça de natas. Rapidamente se aperceberam de que estavam a afundar-se: era impossível nadar ou flutuar durante muito tempo na massa espessa como areias movediças. No início, as duas rãs tentaram bater as patitas para chegarem à borda do recipiente. Mas era inútil; por mais que se mexessem, não saíam do mesmo lugar e estavam cada vez mais atoladas. Sentiam uma dificuldade crescente em vir à superfície respirar.
Uma delas disse em voz alta:
- Já não aguento mais. É impossível sair daqui. Não se consegue nadar nesta pasta. Já que vou morrer, não vejo de que serve prolongar este sofrimento. Não faz sentido morrer cansada por causa de um esforço inútil.
Dito isto, deixou de bater com as patitas e afundou-se rapidamente, engolida pelo espesso líquido branco.
A outra rã, mais persistente ou talvez mais casmurra, disse para si mesma:
-É escusado! Não consigo avançar nesta pasta. No entanto, se vou morrer, prefiro lutar até ao meu último fôlego. Não quero morrer um segundo que seja antes da minha hora.
Continuou a dar às patas e a chapinhar sempre no mesmo lugar, sem avançar um centímetro que sequer, durante horas e horas.
E de repente, de tanto bater com as patas e com as coxas, de tanto mexer e remexer, a nata transformou-se em manteiga.
Surpreendida, a rã deu um salto e, patinando, chegou à borda do recipiente. Daí, pôde regressar a casa, coaxando alegremente.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

De mim


Lisboa é, desde o berço, a minha cidade, e como tal não podia deixar passar em branco este aniversário de um dos dias mais trágicos que assolou este pedaço de terra com uma luminosidade ímpar que se vê retratada no rio.

Ainda hoje, quando piso a mármore fria dos agora Armazéns do Chiado, imagino como seria bom pisar o antigo chão de tábua corrida.

Saudosismo é o que é...