terça-feira, 4 de novembro de 2008

Da Vida

Somos constantemente confrontados com escolhas. A todo o momento. Desde as mais insignificantes, aquelas que escolhemos sem sequer termos consciência de que o estamos a fazer, essas mesmas, sobre as quais não perdemos tempo a pensar nas eventuais consequências. Passando por escolhas que já nos fazem parar. Pensar. Escolher. Até às escolhas que parecem impossíveis de serem tomadas. Optar por um caminho parece representar uma perda insuportável. Escolher é ao mesmo tempo ficar sem algo, porque ficámos com uma outra coisa. Nenhuma opção parece a certa, porque nenhuma opção nos deixa aquela sensação de bem-estar. É muitas vezes nestas situações que vemos um outro tipo de escolha: o não escolher, que obviamente já é uma escolha. Escolhemos não escolher. Ficamos na ilusão de conseguirmos parar o tempo e adiar indefinidamente uma (outra) decisão. A que preço? É discutível. Mas não será por acaso que existe aquele ditado "mais vale uma má decisão que uma indecisão".
Andava eu a debater-me com estas questões, que na realidade são uma constante, quando ao voltar a olhar para ele, reencontro as palavras de Sartre "somos livres para ser qualquer coisa, menos não-livres"...
E essa é porventura a verdade mais difícil.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

De todos

"Caminhava distraídamente pela rua quando a viu: uma enorme e bonita montanha de ouro.
O Sol incidia em cheio nela e, ao roçar a sua superfície, desprendia reflexos coloridos, que a faziam parecer um objecto de outra galáxia.
Ficou parado durante uns instantes, a observá-la, como se estivesse hipnotizado.
Terá dono? - pensou.
Olhou para todos os lados, mas não viu ninguém à sua volta. Por fim aproximou-se e tocou-lhe. Estava quente.
Ao passar os dedos pela sua superfície, pareceu-lhe que a sua suavidade ao toque correspondia exactamente à sua luminisidade e beleza.
Quero-a para mim - pensou
Com todo o cuidado, pegou nela e começou a caminhar com a montanha de ouro nos braços, rumo aos arredores da cidade.
Fascinado, entrou lentamente no bosque e dirigiu-se para uma clareira.
Ali, sob o sol da tarde, pousou-a com cuidado em cima de uma erva e sentou-se a contemplá-la.
É a primeira vez que tenho uma coisa valiosa só para mim. Uma coisa minha. Só minha! - pensaram ambos ao mesmo tempo.
Jorge Bucay

Quando possuímos algo, quem depende de quem?

domingo, 12 de outubro de 2008

Da vida


De uma profundida extrema.
De uma beleza extraordinária.
Tocante, no mínimo...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

De todos (sem excepção)

Dia Mundial da Saúde Mental

terça-feira, 30 de setembro de 2008

De todos

Ultimamente muitas coisas se têm ouvido acerca de união civil, casamento, homossexuais, gays... Enfim, muito se tem ouvido. Infelizmente nem sempre a favor de uma causa, que, a meu ver, nem deveria ser discutida. São opiniões como esta, que levam a que existam iniciativas como a que encontrei aqui. Quem gostar de se expressar de uma forma, diria, original, aqui tem uma boa oportunidade.
Quem por aqui passa sabe que aqui se defende a liberdade e a diferença. E desta vez, para bom entendedor meia palavra basta.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Do post abaixo e não só...

Descobri este fim-de-semana que a série de que vos falava, já passa em Portugal, mas apenas na Meo, no canal Fox Next. Pode ser que uma qualquer estação televisa portuguesa a compre, e todos os interessados a possam ver.
No IX Encontro da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves, que se realizou na passada quinta e sexta-feira, apontei uma ideia de Alberto Caeiro, que pensei logo em partilhar aqui. E que, obviamente, está sujeita a discórdia, ou não.
Pensar é estar doente dos olhos.
Boa semana!

sábado, 20 de setembro de 2008

Da "terapia"



Ontem ao ler a Parq, descobri a existência de uma série que preconiza um conceito inovador. Adaptada do original israelita "Be'Tipul" ("em tratamento" em hebraico), In Treatment é uma série da HBO, que conta a história de um psicoterapeuta, e mais não digo. A não ser que estou curiosíssima para descobri-la.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dos outros

"A morte em termos físicos destrói-nos, mas a ideia de morte pode salvar-nos.
A ideia de morte traz-me consciência da finitude da vida. Ajuda-me a estabelecer prioridades, a valorizar umas coisas e a relativizar outras. A viver uma vida plena, autêntica e feliz."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dos amigos

A Alexa é uma amiga blogger que tem lutado incansávelmente uma outra guerra (no seguimento do post anterior), da qual esta batalha é apenas um exemplo. E no meio dessa luta criou este projecto. Visitem e divulguem que ela, e eles merecem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Da vida

Hoje no metro ia um jovem com uma perturbação (grave) do espectro do autismo. Ia acompanhado por aquele que tomei como sendo o pai. Não sei se seria ou não. Durante os breves minutos que durou aquela viagem, e no meio do entre e sai de pessoas, eram muitos os olhares de espanto, de incredulidade, e atrever-me-ia até a dizer preconceituosos (mas se calhar sou eu e os meus "pré-conceitos"). A diferença é, de facto, para a maioria, perturbadora. Assustadora até, talvez. Aquele jovem transportava consigo uma diferença visível aos olhos de qualquer um. Mas o que me causou espanto foram os olhares que lhe eram lançados.
São situações como estas que confirma o que já sei. Muito há a ser feito na luta contra a discriminação. Particularmente numa área que me é tão querida, como a saúde mental. Não será, pois, por acaso, que ainda existam muitas pessoas, cuja "diferença" mesmo não sendo tão visível como a daquele jovem, é suficiente para as deixar isoladas, sozinhas com as suas dores não visíveis.
E assim vamos andando.